Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro

Será possível levar seres humanos ao futuro sem um gigantesco esforço de educação na agricultura de precisão?

Não basta somente a educação passiva. Precisamos de educação persuasiva, ativa, entusiasmada e motivacional, pois o drama do aprendizado não está nos 20% que têm vontade e partem à frente; o drama da educação está nos outros 80%. Isso exige educadores persistentes e apaixonados para não deixarem seres humanos para trás.

Mas, o que isso tem a ver com o agronegócio?

Respondo sem pensar duas vezes: tem tudo a ver, pois quatro milhões de produtores rurais no Brasil, sendo que cerca de 70% respondem por menos do que 4% da renda bruta da produção da agropecuária brasileira.

Agora não venham com chororô, de que falta isso ou aquilo. Tudo falta, mas o que mais falta é o retorno forte e muito bem liderado da extensão rural brasileira.

Técnicos no campo ensinando a fazer e legítimos agentes do entusiasmo e da motivação dos produtores, principalmente os pequenos, que se não estiverem associados e cooperativados, poucas chances terão de ir ao mercado e ao futuro.

O Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP) 2018 foi realizado entre os dias 1 a 4 de outubro em Curitiba/PR. Ali se discutiu o estado mais sofisticado da arte tecnológica.

Há muito para ser feito na agricultura de precisão, já que a tecnologia do passado, conhecida há 40 anos, é muito mal usada. Para isso, precisa de extensão rural, técnicos no campo educando e motivando. Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro.

Precisamos urgente resgatar os extensionistas brasileiros, usando novas mídias e muita educação.

Por exemplo: em Mato Grosso, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) quer inaugurar uma nova era, buscando parcerias com empresas privadas e ONGs para resgatar a dignidade de mais de 140 mil produtores familiares do Mato Grosso, seu alvo essencial.

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo.

Por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

Fonte: CCAS - Conselho Científico Agro Sustentável

Aplicativo calcula frete e conecta caminhoneiros a transportadoras

Tecnologia foi desenvolvida pela cooperativa Coamo, do Paraná, e pretende garantir serviço a motoristas e segurança a embarcadores

A Coamo, cooperativa de agricultores em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Estado do Paraná, lançou na terça-feira (16/10) o aplicativo Coamo Fretes, que conecta caminhoneiros e transportadoras. A ferramenta permite que o motorista divulgue qual tipo de serviço faz e o valor cobrado, e as empresas têm acesso às informações para poder contratar um profissional.

O dispositivo é gratuito e está disponível para download na loja do Google Play e funciona em aparelhos com sistema Android.

“O caminhoneiro cadastra seu veículo e informa quais são as transportadoras pelas quais costuma embarcar. Depois, para registrar sua disponibilidade e intenção de transportar para a Coamo, informa a data onde estará livre para embarque, o local pretendido para o carregamento e para onde quer ir”, explicou Airton Galinari, superintendente de Logísticas e Operações da cooperativa.

Caso o produto a ser transformado seja alimentício, o motorista deve informar o frete pretendido. “E esses dados, juntamente com o perfil do veículo, são confrontados com as cargas disponíveis na Coamo”, acrescentou Galinari.

Após baixar o aplicativo, o caminhoneiro precisa fazer um cadastro com informações pessoais básica, além de dados do veículo. Assim que o sistema encontra encontra uma carga compatível, a Coamo informa as transportadoras e elas entram em contato com o motorista para a conclusão da contratação de frete.

Segundo a cooperativa, usando o Coamo Frentes o caminhoneiro ganha visibilidade na entidade, tem prioridade nos fretes e garante a certeza de que irá receber o valor pretendido.

Fonte: GLOBO RURAL

Campo dribla falta de internet para usar tecnologia de dados

Drones para capturar imagem da plantação e analisar seu desenvolvimento, sensores no solo para avaliar a necessidade de irrigação e análise de dados coletados por máquinas prometem trazer uma nova onda de ganho de produtividade no campo baseada na digitalização

Porém tornar o uso dessa tecnologia de dados viável depende do desenvolvimento de ferramentas que permitam driblar a falta de conectividade em grande parte da área rural brasileira.

Cleber Soares, diretor-executivo de tecnologia e inovação da Embrapa, diz acreditar que a maior parte dos ganhos do setor virá da agricultura digital, de ferramentas como inteligência artificial, visão computacional e internet das coisas.

"Já se investiu muito em melhoramento da estrutura genética dos grãos, na melhoria do sistema de produção. Quem trará os próximos ganhos de produtividade será a economia digital", afirma Soares.

Para tentar fazer com que essa promessa vire realidade, a fabricante de máquinas americana John Deere anunciou em maio parceria com a empresa de equipamentos de telecomunicações Trópico para instalar torres de transmissão em fazendas.

Rodrigo Bonato, diretor de vendas da companhia, explica que, quando há conexão, as informações colhidas por sensores das máquinas, como pulverizadores, tratores e colheitadeiras, podem ser transmitidas rapidamente para o escritório ou para a nuvem.

Com isso, ferramentas de análise de dados são capazes de dar orientações ao operador dos equipamentos.

Mateus Barros, líder de negócios para a América Latina da Climate, plataforma de tecnologia da Monsanto, diz que foi necessário adaptar os sensores que a empresa instala em máquinas nos Estados Unidos para que conseguissem coletar dados mesmo sem conexão.

O serviço da empresa combina dados sobre solo, plantio, clima e dados oriundos de máquinas, satélites e drones para dar recomendações para o produtor, como qual semente deve ter melhor desempenho no local, qual a data adequada para plantar e se há alguma falha na plantação.

A versão brasileira dos equipamentos envia as informações para tablets ou celulares via Bluetooth.

"A experiência vai ser ainda melhor quando a conexão à internet estiver presente. Mas, hoje, qualquer agricultor pode sincronizar a informação uma ou duas vezes por dia e ter benefícios", diz Barros.

No caso da startup Agrosmart, que instala sensores no solo e nas culturas para avaliar a necessidade de irrigação e o risco de pragas, a opção foi oferecer ao produtor uma rede privada para permitir transmissão de dados.

"A responsabilidade por resolver isso deve ser nossa, não do produtor", diz Raphael Pizzi, diretor de produto.

Ele explica que em regiões mais próximas a cidades, no Sudeste, a conexão é feita por GSM [tecnologia usada em redes de celulares]. Quando ela não está disponível, a empresa usa internet via satélite ou redes LoRa ou Sigfox.

Outra empresa nova do setor, a Horus, que fabrica drones e oferece serviços de mapeamento e monitoramento, de pragas e de problemas nutricionais, colocou nos equipamentos um cartão de memória para armazenar dados.

As informações são descarregadas mais tarde. "Temos resolvido a falta de conexão usando a criatividade", afirma Fabrício Hertz, fundador da startup.

Na empresa agroquímica Adamá, a falta de conectividade limita até mesmo os tipos de cultura nas quais a empresa usa armadilhas inteligentes.

A ferramenta, uma caixa com adesivo de hormônio para atrair pragas, que ficam grudadas ao encostar nele, e câmera para identificar o número de insetos capturados para avaliar a necessidade de uso de defensivos agrícolas, é oferecida para plantações de maçã, que se concentram na região Sul, onde há mais conexão com a internet.

Também serviriam para soja ou algodão em estados como Mato Grosso, mas a falta de conexão impede o procedimento, diz Roberson Marczak, gerente de inovação da empresa.

Segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria especializada em telecomunicações Teleco, as redes de internet no Brasil foram criadas para cobrir áreas urbanas.

"As operadoras de celular devem investir em bandas voltadas para a internet das coisas a partir de 2019 para atender a esse público [rural]", diz

Fonte: Folha de S. Paulo

Foto: ROSSO, Gisele - APP "A Roda da Reprodução 2.0"Acompanhar o crescimento e o peso das novilhas e bezerras agora está mais fácil

A Embrapa coloca à disposição do pecuarista de leite a versão digital da Roda do Crescimento, uma ferramenta tecnológica que integra o aplicativo Roda da Reprodução. Gratuito, o novo recurso permite que o produtor gerencie os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso ideal desde o dia do nascimento até chegar à fase reprodutiva.

Pelo aplicativo é possível registrar o peso dos animais ou importar as informações de outras bases. Os bovinos são apresentados na tela por cores e formatos padronizados, sinalizando a situação de crescimento dos animais. Com isso, o sistema informa se estão com o peso ideal para a cobertura de acordo com as tabelas padronizadas para rebanhos de pequeno, médio e grande porte das raças.

“A lógica é colocar todo o rebanho de uma forma visual para o pecuarista tomar decisões gerenciais”, ressalta André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste (SP). O principal benefício é possibilitar a ação do produtor na manutenção do peso ideal das bezerras para assegurar que a reprodução ocorra na hora certa e que haja lucro com a atividade leiteira.

Aplicativo Roda da Reprodução 2.0 por André Novo

Essa versão atualizada integra a Roda da Reprodução e a Roda do Crescimento em um único aplicativo. A integração dos dados do rebanho é automática, permitindo o gerenciamento completo das fases de reprodução e crescimento, facilitando o trabalho dos produtores rurais. “A do crescimento complementa o funcionamento da Roda da Reprodução, de forma similar, permitindo que o produtor, que já está acostumado com a versão atual do aplicativo, possa usar essa nova funcionalidade de forma tranquila”, conta o pesquisador Marcos Visoli, da Embrapa Informática Agropecuária (SP).

Na Roda do Crescimento vão ser colocadas as bezerras de até 12 meses e as novilhas que não entraram em reprodução, da mesma forma e na mesma cor do quadro do processo reprodutivo. A principal diferença é que o quadro do crescimento tem 24 meses e as bezerras são classificadas por peso e idade, aptas ou não para a cobertura. Quando são inseminadas ou cobertas, as fêmeas passam a integrar novamente o quadro da reprodução.

Os ícones das bezerras e das novilhas são diferentes de acordo com peso, idade, raça e previsão de idade ao primeiro parto. Animais acima do peso adequado são identificados com um triângulo voltado para cima. Animais com peso ideal recebem um círculo e são identificados com um triângulo voltado para baixo.

O bom gerenciamento do rebanho de bezerras e novilhas em uma propriedade leiteira influencia significativamente na fase reprodutiva e produtiva. Durante o período de crescimento, o foco do produtor deve ser o peso. “É importante controlar o desempenho para que o animal possa entrar em reprodução e criar com um peso adequado”, destaca André Novo. De acordo com ele, caso a novilha entre em reprodução com o peso abaixo do recomendado, pode-se perder o potencial genético de toda sua vida reprodutiva.

Onde obter e demonstração:

O aplicativo Roda do Crescimento, disponível para dispositivos com sistema operacional Android, é gratuito e pode ser obtido na internet. A Embrapa também elaborou um manual que explica passo a passo como usar a ferramenta.

A tecnologia será apresentada aos produtores de leite durante o Encontro da Pecuária Leiteira em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira, 4 de outubro.

Uso do aplicativo

Para usar a Roda do Crescimento, o produtor precisa inserir o número de todas as bezerras e novilhas e seus respectivos pesos e datas de nascimento. O app utiliza cinco cores: azul para animais de até um ano; amarelo, sem idade e sem peso ideais; cinza, sem idade e com peso; vermelho, com idade e sem peso; e verde, com idade e peso adequados.

Com a Roda do Crescimento, uma novilha que está na cor verde, na idade e peso certos, pode ser marcada para fazer a inseminação, passando automaticamente para a Roda da Reprodução. Se a mesma novilha está vazia, ela retorna à do Crescimento.

“A integração garante uma boa usabilidade do aplicativo. Simplificamos alguns recursos, incorporamos novos filtros e adicionamos uma tradução para o francês, além das versões em inglês e espanhol já existentes”, complementa Visoli. A Roda da Reprodução, lançada em 2016, teve ampla adesão de produtores, atingindo cerca de 12 mil usuários, sendo 73% deles no Brasil.

O aplicativo ajuda o produtor a agir e corrigir problemas no início da vida do animal. Se a bezerra estiver abaixo do peso, ele pode aumentar a ração ou melhorar a pastagem do rebanho, por exemplo. Essa é uma possibilidade que o quadro físico não proporciona.

O acompanhamento durante o crescimento permite fazer interferências e evitar que o animal chegue à fase reprodutiva acima ou abaixo do peso. “Enquanto a novilha não cria, ela é improdutiva, por isso, essa fase deve ser a mais curta possível. O ideal é ocorrer o primeiro parto aos 24 meses no peso de cada raça”, conta Novo. Para raças pequenas, como jersey, por exemplo, o ideal é em torno de 450 quilos de peso vivo no dia do parto. Raças médias, cerca de 500 quilos, e raças grandes, 550.

Caso o animal entre em reprodução fora do peso adequado, pode-se ter sérios problemas. Além de dificuldades na hora do parto, terá baixo desempenho reprodutivo. “Uma vaca holandesa que parir com 400 quilos de peso vivo produz metade do que produziria com seu peso adequado. Quando um animal entra no processo de produção, e cria pela primeira vez, há uma restrição em seu crescimento. Ele ainda cresce em torno de 10% da primeira cria para a segunda, não conseguindo crescer mais do que isso depois da cobertura”, explica o chefe de Transferência de Tecnologia.

Para o produtor de leite Rodrigo Ferreira, de São Carlos (SP), a nova versão do aplicativo facilitou o dia a dia na fazenda. “Podemos acompanhar o desenvolvimento da bezerra do nascimento até a entrada na reprodução e todo seu ciclo produtivo”, conta. Segundo ele, a propriedade já fazia o gerenciamento pelos quadros físicos, tanto o da Reprodução como o do Crescimento. “A vantagem agora é que podemos ter tudo isso no celular. Consigo bater o olho em todas as fases e ver rapidamente se a novilha está no peso ideal”, destaca Ferreira.

Manejo

O bom desenvolvimento das bezerras em uma propriedade vai se refletir na produção de leite. De acordo com a pesquisadora Teresa Alves, da Embrapa Pecuária Sudeste, tanto a nutrição como os cuidados com a saúde durante o desenvolvimento das bezerras terão impacto na produção de leite, que se inicia a partir dos 13 meses com a reprodução.

Nas primeiras horas após o nascimento, o produtor precisa garantir que a bezerra receba o colostro. Como a placenta não passa a imunidade ao filhote, os anticorpos necessários são recebidos pelo colostro. Outra medida importante e que contribui para redução de doenças, como a diarreia, é a higiene dos utensílios usados para fornecimento de leite e do local onde os animais ficam para evitar a transmissão de microrganismos.

Separar os bezerros também é uma medida simples e impede a contaminação cruzada. Curar o umbigo é outro manejo indicado, já que pode ser uma porta de entrada para infecções. A limpeza do comedouro e do bebedouro colabora para barrar a multiplicação de microrganismos. Além disso, é importante que os filhotes fiquem em ambiente livre de umidade e sujeira.

Em relação ao manejo nutricional, o indicado é que a bezerra receba 20% de seu peso em leite. Até o desaleitamento, que ocorre por volta dos 60 dias, o animal deve ganhar peso adequado, em torno de 700 a 800 gramas ao dia. “Assim, ao atingir os 13 meses, a novilha estará com o peso ideal para que seja coberta ou inseminada”, ressalta Teresa.

Ainda, de acordo com a pesquisadora, a nutrição deve ser balanceada. “Se o animal ganhar o peso indicado, ele vai reproduzir antes e produzir muito mais leite. A cada 100 gramas a mais nessa fase de aleitamento, maior será sua produção de leite durante a fase produtiva”, completa.

Duas medidas importantes para manter a saúde das bezerras e novilhas são estar em dia com o calendário de vacinação e fazer a vermifugação. A periodicidade da vermifugação depende do local e do ambiente da fazenda. Segundo Teresa, há regiões em que o problema é mais grave. Nesses casos, o pecuarista precisa vermifugar os animais com mais frequência.

A fase de desmame é a mais problemática. Nessa época, o bezerro pode perder peso e ter uma queda de imunidade. Para evitar que isso aconteça, o produtor deve redobrar a atenção e garantir que o animal esteja consumindo ração e pasto.

Vacinação

Na fase de crescimento, os animais precisam de algumas vacinas para evitar doenças. Entre três e oito meses de vida, a bezerra terá que tomar a vacina contra a brucelose.

Em São Paulo, a vacina contra febre aftosa faz parte do Programa Estadual de Erradicação dessa doença. Na profilaxia da raiva, os bezerros são vacinados aos três meses e revacinados após 30 dias. De acordo com a veterinária Verônica Schinaider Pereira, da Embrapa Pecuária Sudeste, a aplicação de outras vacinas, não obrigatórias, depende da ocorrência de doenças nas localidades, ficando a critério do veterinário.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste

Aplicativo ajuda agricultor a escolher as cultivares de milho mais adequadasProdutor recebe recomendações de cultivares na palma da mão

O Doutor Milho Cultivares, nova versão do aplicativo voltado a auxiliar produtores do cereal, foi aprimorado e agora é capaz de recomendar a cultivar mais indicada para cada objetivo e região produtora. A novidade permite consultas sobre os materiais disponíveis no mercado a partir de um banco de dados que reúne informações técnicas cedidas pelas empresas sementeiras. Dessa forma, o usuário poderá ter acesso a informações como potencial produtivo de cada cultivar, estabilidade de produção e resistência a pragas e doenças, entre outras. A nova versão é mais abrangente e atualizada e disponibiliza dados de características agronômicas e de doenças de todas as 298 cultivares disponíveis no mercado para a safra 2017/2018 (verão e safrinha).

“Com isso, o produtor poderá conhecer as mais modernas tecnologias de sementes de milho, facilitando a escolha da cultivar mais adequada às suas condições de clima e solo e ao objetivo de uso (grãos, silagem etc)", diz o pesquisador Israel Alexandre Pereira Filho, da Embrapa Milho e Sorgo (MG). O cientista explica que a equipe desenvolvedora pretende alimentar constantemente o aplicativo com informações sobre novos lançamentos de cultivares. O Doutor Milho Cultivares é gratuito e pode ser baixado nas versões para Android e iOS.

Por meio de filtros, o programa permite que o produtor selecione as características de sua lavoura, como o estado da federação em que se encontra a propriedade e a finalidade do plantio: milho em grão, silagem, milho verde, etc. Ele deve fornecer ainda a época de plantio (primeira safra ou safrinha), se pretende plantar milho precoce ou tardio, o nível de tecnologia empregado em sua lavoura e, por fim, se pretende utilizar sementes convencionais ou transgênicas.

O software, então, seleciona as cultivares mais adequadas de acordo com os parâmetros fornecidos e apresenta esse grupo ao usuário. "O produtor poderá analisar cada um dos materiais sugeridos pelo Doutor Milho. Clicando em 'Detalhes', ele terá informações como a empresa que desenvolveu a cultivar e todas as características agronômicas da planta. Na janela 'Outras doenças', o usuário terá informações sobre a resistência das cultivares selecionadas", esclarece Pereira, ressaltando que a tecnologia foi desenvolvida com o apoio de produtores de sementes e de agricultores que testaram e aprovaram a nova versão.

Segundo o pesquisador Alexandre Martins Abdão dos Passos, que também integra a equipe, a informação rápida e de qualidade é atualmente o principal insumo da agricultura. “A Embrapa tem apresentado um portfólio de soluções tecnológicas em formato de aplicativos para auxiliar o produtor nas tomadas de decisão de forma assertiva. A nova versão do Doutor Milho apresenta uma valiosa ferramenta para o produtor na escolha de cultivares de milho – híbridos e variedades – alinhada com o módulo de práticas de manejo da cultura no mesmo aplicativo”, explica.

O lançamento da nova ferramenta digital acontece durante o 32o Congresso Nacional de Milho e Sorgo, um dos principais eventos técnico-científicos ligado às cadeias produtivas dos dois cereais, realizado em Lavras (MG), de 10 a 14 de setembro.

Evolução

A primeira versão do aplicativo, lançada em fevereiro de 2017, apresenta um módulo para a identificação da fase de desenvolvimento da planta de milho (fenologia). Fotografias e ilustrações mostram as principais ações a serem adotadas, sejam relacionadas ao manejo da cultura e ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, sejam relacionadas à finalidade do plantio: milho verde, silagem ou grão. Somente nos celulares que utilizam o sistema operacional Android foram registradas mais de dez mil instalações até o momento.

Além dessas funcionalidades da primeira versão, o novo módulo permite o acesso, rápido e simples, à relação das cultivares disponibilizadas pelas empresas produtoras de sementes. Pereira Filho explica que não há uma única cultivar que possa ser considerada a melhor. Por isso, o aplicativo indica um grupo de materiais para que o produtor possa escolher. "Em função da 'tecnologia embarcada' na semente, o seu preço impacta consideravelmente o custo de produção. Portanto, a escolha da cultivar deve atender a necessidades específicas, pois não existe um material que possa proporcionar seu máximo potencial produtivo sem que sejam levadas em consideração todas as situações regionais”, resume.

O levantamento das cultivares de milho em cada safra agrícola é feito anualmente pela Embrapa Milho e Sorgo. As informações são obtidas diretamente das empresas detentoras dos materiais disponíveis no mercado e registrados no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A cada ano, as empresas indicam suas listas de novas cultivares (híbridos ou variedades) que irão fazer parte do mercado de milho para a safra agrícola seguinte. O aplicativo permite, dessa forma, o acesso dos usuários a esse levantamento, além de disponibilizar informações estratégicas sobre pragas, doenças e plantas daninhas.

Próximos passos

Pereira informa que o aprimoramento do Doutor Milho continua e as futuras versões deverão incorporar orientações sobre a plantabilidade da cultura. "Pretendemos fornecer recomendações como densidade, espaçamento, profundidade do plantio e várias outras, sempre considerando as características locais e os objetivos do agricultor," declara o pesquisador. Em etapas futuras, a equipe pretende inserir uma versão específica sobre adubação e controle de plantas daninhas.

Rede ILPF

O aplicativo Doutor Milho Cultivares foi desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo e conta com a promoção da Rede ILPF, uma parceria público-privada entre a Embrapa, a Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta que tem como objetivo fomentar e incentivar a adoção dos sistemas ILPF pelos produtores brasileiros. Por meio das ações financiadas pela Rede, são mantidas 107 Unidades de Referência Tecnológica de ILPF em todo o País. Também são realizadas capacitações e treinamentos, eventos como dias de campo, visitas técnicas, simpósios, entre outros.

 Fonte: Embrapa Milho e Sorgo
 
 

CUSTOS: Estão disponíveis os relatórios de Custos de Produção do CEPEAEstão disponíveis os relatórios de Custos de Produção de Cereais, Pecuária de Corte e Pecuária de Leite

A produtividade do milho segunda safra da temporada 2017/18 diminuiu em muitas regiões do Brasil, principalmente em razão do atraso do plantio, que ultrapassou a janela ideal. Dessa forma, o rendimento produtivo esteve abaixo das típicas 100 sacas/hectare. A soja, por outro lado, não teve perdas significativas na safra 2017/18, mesmo com o atraso do plantio. Nesse cenário, o sistema soja + milho 2ª safra da temporada 2017/18 ainda registrou rentabilidade positiva em todas as regiões analisadas pelo Cepea.

Pecuária de corte: Período ideal para reforma de pastagem se aproxima; custo para a operação sobe

O período de secas chega a fase final em boa parte das regiões do País e, assim, inicia-se a janela ideal para a reforma das pastagens. Com o gradativo aumento de chuvas, é possível melhor programar as operações mecânicas e aplicações de insumos – que, por sua vez, permitem que os corretivos e fertilizantes reajam por tempo suficiente no solo para fazerem efeito nas plantas. Diante disso, com o retorno das chuvas, animais entram nas áreas reformadas e aproveitam a fase anual de maior produção das forrageiras tropicais.

Pecuária de leite: Aumento de preços de adubos encarece produção de silagem

A ensilagem é uma estratégia para conservar o valor nutritivo de plantas forrageiras, por meio da fermentação na ausência do oxigênio. O alimento produzido nesse processo, a silagem, é geralmente fornecida a ruminantes no período seco do ano, quando a qualidade e disponibilidade das pastagens está prejudicada.

Fonte: CEPEA

Página 1 de 13

Translator

Widget Instagram

Receba nossa newslleter

Receba nosso conteúdo gratuitamente.

Redes Sociais

Nosso WhatsApp

Tropicalzebu.com.br &

Giristas do Brasil no WhatsApp

Whatssap
(62)9-8100.7914