NUTRIÇÃO X REPRODUÇÃO

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A princípio, devemos deixar bem claro que a NUTRIÇÃO e a REPRODUÇÃO devem caminhar juntas, pois um trabalho complementa o outro. Inúmeras pesquisas foram desenvolvidas com o intuito de estabelecer uma relação entre condição nutricional,
condição corporal, fatores ambientais e fertilidade. A grande maioria deles estabelece uma influência direta e positiva entre esses fatores e a possibilidade de concepção das fêmeas, e, além disso, mostram que o índice de fertilização coincide com a estação chuvosa, ou seja, quando a taxa de crescimento das pastagens é alta e sua qualidade é melhor. Quanto maior é a produção forrageira, maior é a concentração de fecundação e, consequentemente, de nascimentos durante o ano. A ideia da implantação de uma estação de monta na propriedade, muitas vezes descartada pelo produtor, tem por base racionalizar a atividade reprodutiva dos animais, tanto no aspecto biológico quanto prático. Isso significa dizer que o trabalho de manejo reprodutivo na propriedade será racionalizado de modo que durante um período há nascimentos, em um seguinte, cuidados com bezerros em amamentação e posteriormente desmame em grupos bem homogêneos.


A produtividade do gado em termos qualitativos e quantitativos independenteda finalidade depende necessariamente de um bom programa de nutrição. O custo da alimentação de um rebanho, em alguns casos, pode chegar a 70% dos insumos, sendo crucial principalmente para os animais que apresentaram evolução genética, os quais demandam uma atenção ainda maior neste quesito. Assim, os chamados alimentos volumosos, como pasto, silagem, feno, quase sempre não são suficientes para manter o alto nível da produtividade. É preciso que o produtor invista ainda na complementação nutricional, sobretudo com minerais, vitaminas e aditivos. Isso sem abrir mão, obviamente, da proteína.


A nutrição é o principal fator que influencia no desempenho reprodutivo na bovinocultura de corte e de leite, considerando que a ciclicidade estral e o início da gestação podem ser consideradas funções de baixa prioridade dentro de uma escala de direcionamento dos nutrientes e só serão ativadas quando a demanda para a manutenção, crescimento e reserva de nutrientes forem supridas.

A partição dos nutrientes é um mecanismo pelo qual, em condições de baixa disponibilidade de alimentos, o organismo animal determina uma ordem de prioridades no uso da energia disponível para as diferentes funções orgânicas. Nesta ordem de importância, a apresentação de ciclos estrais e o início da gestação são funções pouco prioritárias, assim sendo, as funções reprodutivas só serão ativadas quando o balanço entre quantidade e qualidade da dieta, reserva de nutrientes, demanda para o crescimento, metabolismo e outras funções forem supridas.


O principal objetivo de um bom nutricional é que a ingestão de nutrientes na quantidade correta servirá como reserva corporal e irá ser responsável pela regulação da função ovariana em vacas pós-parto. Além disso, o crescimento de folículos após o parto é influenciado pela ingestão de energia. A reduzida ingestão de energia por vacas de corte no período pós-parto reduz o tamanho de folículos dominantes e o número de folículos grandes estrógeno-ativos e aumenta a persistência de pequenos folículos subordinados. O peso inicial ideal para primeira cobertura (novilhas) é de 300 a 350 Kg, sendo que se consegue isso, quando se tem uma adequada alimentação, entre os 18 e 24 meses de idade.

É importante lembrar que o papel desta vaca na eficiência reprodutiva de uma propriedade é oferecer um bezerro por ano, sendo consideradas inviáveis ou de descarte aquelas que não se apresentarem desta forma. Para isso, o fator nutricional é considerado limitante, visto que com uma correta divisão de lotes (indispensável a homogeneidade) poderá ser mais fácil de adequar possíveis suplementações nas diferentes épocas do ano. O espaçamento de cocho é considerado a principal ferramenta para se oferecer uma alimentação adequada para os animais. Deixando bem claro que na estação chuvosa, seria recomendado fornecer o alimento em cochos cobertos. Sendo assim, evitariam desperdício. Segue algumas medidas de cocho para se oferecer uma nutrição adequada para os sistema de Cria, Recria, Engorda e terminação:

Tipo de Suplementação Espaçamento de cocho
Acesso bi lateral (cm)
Espaçamento de cocho
acesso unilateral (cm)
Sal mineral 2,5 a 5cm 40 bois /metro 5 a 10 cm
Sal Proteinado 7 a 10 cm 15 bois/metro 15 a 20 cm
Sal proteico energético
de alto consumo
15 a 20 cm 6 bois/metro 30 a 40 cm
Semi Confinamento 15 a 20 cm 6 bois/metro 30 a 40 cm
Confinamento 20 a 25 cm 5 bois/metro 40 a 50 cm
Sal com Uréia 2,5 a 5 cm 40 bois/metro 5 a 10 cm

 

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