Manejo Sanitário para reprodução bovina

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Uma ferramenta importante para um manejo sanitário correto são as anotações. Ao iniciar um controle sanitário é importante atentar para os registros das ocorrências no rebanho. Somente com os dados registrados é que se pode analisar, priorizar e tomar iniciativas para suprimir ou tomar medidas que possam auxiliar o manejo sanitário do rebanho. Sem estas informações, não é possível melhorar os índices zootécnicos dos animais.

A coleta de dados é importante para que o produtor tenha o conhecimento da situação de sua propriedade. O conhecimento e a interpretação da situação produtiva, reprodutiva e sanitária do rebanho, auxiliam a definição de meta para curto, médio e longo prazo. Além da oferta de pastagem, a ocorrência de doenças da esfera reprodutiva, tais como brucelose, trichomonose, campilobacteriose, leptospirose, rinotraqueíte infecciosa (IBR) e a diarreia viral bovina (BVD), pode também comprometer o desempenho reprodutivo do rebanho de cria.

Nesse aspecto, deve-se observar a importância das doenças infecciosas de origens bacteriana, virótica e parasitária que podem impedir a fecundação, causar abortos ou produzir bezerros com peso inferior à média. Portanto, como preparação à prevenção dessas doenças, deve ser adotada um programa de controle
sanitário do rebanho. Usando medidas de vacinação, podemos minimizar varias doenças reprodutivas.

As doenças da reprodução possuem peso importante nos índices de natalidade, taxa de prenhez, retorno ao cio, natimortos, entre outros, ou seja, inúmeros prejuízos. Várias são as enfermidades reprodutivas que acometem os bovinos, porém, o aborto causa maior impacto, mas não é a enfermidade que causa maior perda. O aborto em bovinos ocorre em diversos estágios gestacionais e possui diversas causas, de modo que é fundamental o seu diagnóstico. As causas principais são a brucelose, leptospirose, campilobacteriose, complexo herpes vírus, trichomonose, diarreia viral bovina, intoxicações, nutricionais, de manejo
e outras desconhecidas.

Segue abaixo um pouco de cada uma dessas doenças:

BRUCELOSE A suspeita da ocorrência de brucelose em um rebanho, geralmente está associada aos abortos no terço final de gestação, sendo uma enfermidade que afeta várias espécies de animais domésticos e silvestres. A brucelose (uma das doenças infectocontagiosas com maior destaque na esfera reprodutiva) tem como principal via de contaminação, a digestiva; por água, alimentos, pastos contaminados com restos de aborto, placentas, sangue e líquidos contaminados (proveniente de abortos e partos de vacas e novilhas brucélicas).


LEPTOSPIROSE: A leptospirose afeta animais e humanos, causando, principalmente, perdas por abortos em bovinos além de infecções disseminadas pelo organismo. A transmissão ocorre através da urina, parto, leite, abortos, mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados. A enfermidade apresenta-se geralmente de forma subclínica (sem sintomas facilmente detectáveis), particularmente em animais não lactantes e não gestantes. Manifesta-se clinicamente através de retorno ao cio (aborto precoce- o feto se mostra autolisado (destruído-desmanchado) indicando que houve morte algum tempo antes do aborto), queda na produção leiteira, mastites, natimortos, fetos prematuros e/ou fracos, subfertilidade ou infertilidade decorrentes de complicações.


BVD: A Diarreia Viral Bovina (do gênero pestivirus) é um complexo de doenças associadas com a infecção pelo vírus da BVD que diminui a imunidade. Virose também conhecida por causar desordens reprodutivas, sendo que a infecção fetal (transplacentária) pode levar à morte embrionária, ou até defeitos congênitos (nascidos com o indivíduo, como a microcefalia, hidrocefalia, hipoplasia cerebral, defeitos oculares), surtos de diarreia, abortos, entre outros. A infecção com o vírus da BVDV ocorre através das vias nasal ou oral, podendo ocasionar a morte do animal (jovem ou adulto) e o nascimento de animais pouco desenvolvidos que podem tornar-se portadores da enfermidade.

IBR-IPV: Rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e Vulvovaginite pustular (IPV) fazem parte do complexo Herpes vírus bovino, causadas pelo HVB tipo-1, responsáveis por abortos entre outras enfermidades. O HVB pode produzir uma variedade de manifestações clínicas como a mastite (inflamação do úbere),  onjuntivite (inflamação da conjuntiva), balanopostite (inflamação da glande e do prepúcio), doenças estas que podem ocorrer em um mesmo surto, com animais distintos.

A IBR é a forma respiratória, ocasionando febre e lesões de transtorno nas vias superiores do animal, com quadros respiratórios graves (as vezes) em animais jovens. A IPV é uma infecção da mucosa vaginal e da vulva que manifesta-se por edema, secreção com exsudato, pústulas de conteúdo mucopurulento, transtorno no ato da micção, endometrites, repetições de cio e infertilidade temporária por período igual ou superior a 60 dias, quando retorna o ciclo estral normal e fértil.

TRICHOMONOSE: É doença infecciosa e sexualmente transmitida, causada peloTrichomonas foetus que afeta fêmeas e machos em idade reprodutiva, causando morte embrionária, aborto, endometrites, piometras, ou fetos macerados, como consequências diretas, pois o maior prejuízo está na diminuição de nascimentos e na demora do estabelecimento da prenhez, como forma indireta. A principal via de transmissão acontece durante a cópula (monta) onde o macho infectado contamina a fêmea ou é contaminado por esta, ou ainda, através da Inseminação Artificial com sêmen contaminado. O aborto pode ocorrer normalmente até o quarto mês de gestação, mas a característica mais marcante é o grande número de repetições de cio, ciclos estrais irregulares, baixo índice de concepção, corrimentos vaginais com fluído claro ou amarelado.

CAMPILOBACTERIOSE: Enfermidade assim denominada por ser causada por espécies do gênero Campilobacter fetus subesp. venerealis, sendo também uma doença venérea, exclusivamente de bovinos que não causa nenhum mal aos machos, mas inflamações no trato genital feminino podendo levar até a infertilidade, passando por baixa taxa de natalidade, endometrite, aborto entre o 4° e o 7° mês de gestação. O desempenho reprodutivo das fêmeas pode sugerir a presença da enfermidade, sendo que os sinais clínicos se assemelham à tricomonose e de outras doenças infecciosas do aparelho genital.

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