Indubrasil Leiteiro - Raça produtora de leite.

O Indubrasil está pronto e apto para continuar desenvolvendo uma função importante na pecuária tropical, como raça pura, mas especialmente nos cruzamentos para produção de carne e de leite. é um zebu equilibrado, que atende a uma pecuária moderna e produtiva, em um modelo de produção sustentável. Um zebuíno rústico e que produz essencialmente a pasto, mas que responde com grande eficiência a um sistema de produção mais intensivo.

A maior vantagem na utilização do Indubrasil é o cruzamento com qualquer outra raça bovina, que sempre dará um ótimo produto, sendo por consequência indicado para a produção de mestiços de baixo custo e ótimo desempenho produtivo, para o corte ou para a produção de leite. é o zebu mais versátil, dando ótimos resultados com qualquer raça europeia ou zebuína.

Raça produtora de leite: O Indubrasil é leiteiro, sem buscar uma produção de leite que prejudique sua rusticidade e a produção de carne, tendo que apresentar um tipo de carcaça adequada para o corte, evidenciando sua capacidade de produção economicamente viável e com um leite saudável;

Para a produção de leite, destaca-se no cruzamento com o gado holandês. O nome deste produto é Indolando. O registro oficial desta raça sintética é responsabilidade da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu e da Associação Brasileira dos Criadores de Indubrasil, que realizam o serviço através dos técnicos de campo da ABCZ.

Em torneios leiteiros, vacas puras chegam a produzir 35 a 40 quilos de leite por dia, o que é um resultado muito expressivo para uma raça zebuína. Já as vacas Indolanda meio sangue, em torneios oficiais, chegam à marca de 50 a 60 kg / dia. Em regime de campo, ou seja, nas propriedades rurais que produzem leite com uma tecnologia usual, a média das Indolandas é excelente, entre 20 a 25 quilos de leite dia, em duas ordenhas diárias.

Além da produção de leite, como a raça é de dupla aptidão, carne e leite, um reprodutor Indubrasil cruzando com vacas leiteiras produz um excelente bezerro de corte, com elevado ganho em peso e grande porte quando atinge a idade de abate, superior às demais raças, gerando uma renda extra e importante para o pequeno, médio ou grande produtor.

Fonte: http://indubrasil.org.br/sobre

Conheça mais sobre a raça assistindo este vídeo abaixo.

 

Origem

Um animal altamente adaptado às regiões secas do Brasil e que foi importado justamente para suprir a demanda de leite, queijo e manteiga no Norte e Nordeste. Considerada uma das raças mais antigas do mundo, o Sindi veio do Paquistão, de uma região desértica localizada na província Sindi. Informações colhidas no site dos Criadores de Sindi do Rio Grande do Norte mostram que o animal é oriundo especificamente de uma região chamada Kohistan.

Esta localidade é plana e baixa ao sul, em contrapartida apresenta um relevo acidentado, com montanhas entre 900 e 1,3 mil metros de altitude na parte norte e oeste. O solo é pedregoso e arenoso, com pouca vegetação disponível. Além disso, em Kohistan o clima é semi-árido, com as chuvas concentradas entre julho e outubro, com mudanças bruscas de temperaturas, típicas dos desertos, oscilando entre 46º e 48ºC na máxima e caindo para até 1,6ºC.

Com tudo isso, o crescimento das forrageiras, obtidas em pequenas quantidades, ocorre entre agosto e outubro, mas há outras gramíneas duras, ásperas e lenhosas, que não são tão nutritivas. Com todos esses percalços, o Sindi se tornou o animal ideal para ser criado nas regiões tropicais do Brasil, já que obrigatoriamente adquiriu rusticidade.

Origem no Brasil

Como foi dito no tópico acima, o Sindi veio de uma região quase desértica, onde a alimentação era escassa, adquirindo rusticidade e facilidade de adaptação, ou seja, um animal perfeito para as criações no Nordeste e também Norte do Brasil. Aqui, as primeiras importações ocorreram em 1850. E dentro desse período, onde a distância e outras circunstâncias dificultaram a entrada desses animais nos territórios brasileiros, se destacam dois criadores, Ravisio Lemos que comprou esta raça em 1930 e Felisberto de Camargo que em 1952 trouxe de avião 32 animais (29 fêmeas e 3 machos).

O curioso é que nessa negociação Camargo teve dificuldades enormes como intervenção do governo americano e início da ditadura, com isso os animais foram impedidos de chegar no seu destino final, ficando retidos em Fernando de Noronha por 2 ou 3 anos até ocorrer a liberação para o Pará. Aliás, o objetivo da chegada do Sindi no Pará foi abastecer esse mercado com produtos lácteos.

Características

A principal característica do Sindi é a pequena estatura, porém com grande profundidade, possui pelagem avermelhada, com pequenas pintas brancas na barbela, testa e no ventre. É um animal rústico (característica desenvolvida graças à dureza do clima da região originária), com grande prolificidade.

A adequação do rebanho às situações adversas caracteriza o sistema de produção de gado Sindi como uma boa alternativa para regiões de escassos recursos alimentares, onde haveria dificuldade para criação de animais de grande porte. Além de se adaptar bem em pastagens de baixa qualidade, a raça apresenta certo grau de resistência à febre aftosa, tolera temperaturas elevadas através da regulação metabólica, produz carne de boa qualidade e com acabamento precoce.

A vaca Sindi é enquadrada como uma raça zebu leiteira, podendo ser criada para essa finalidade utilizando animais puros (selecionados) ou obtidos através de cruzamentos. Na produção leiteira, há possibilidade de cruzamentos entre vacas Sindi e animais de raças europeias destinadas à produção de leite comercial, afinal, vale ressaltar que o girolando que é produto do cruzamento de vaca holandesa com Gir, alia muito bem o poder de produção leiteira da raça europeia com a rusticidade da zebuína.    

Apesar de haver aptidão dos animais para a produção de carne, a utilização original predominante da espécie é a leiteira, com grande avanço processo de melhoramento genético. Nesse aspecto, as produções médias das vacas Sindi variam muito, de acordo com a seleção a que foram submetidas e conforme a região.

Fontes e Adaptação Tropical Adm.: http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/historia-da-raca-sindi-56785

 

 

 

 

Guzerá Leiteiro

O Guzerá leiteiro teve sua origem na região de Guzerat, na Índia, onde é conhecida como Kankrej. É considerada, por estudiosos, como a primeira raça zebuína a ser utilizada pelo homem. Em anos recentes, a criação do Guzerá passou a viver um período mais significativo para a pecuária de leite do país.

Além do número crescente de criadores, várias associações e programas de melhoramento genético para produção leiteira foram desenvolvidos.  Tudo isso vem acontecendo porque produzir leite de qualidade a baixo custo tornou-se um dos grandes desafios para o setor agropecuário brasileiro.

Características do Guzerá Leiteiro

Várias características do guzerá leiteiro o destacam mais que as outras raças. A princípio, a facilidade no manejo, pelo fato de ser um animal dócil, é a mais valorizada. A tranquilidade no manejo traz menor risco ao peão e agilidade na ordenha. Um exemplo disso é o fato de muitas vacas já poderem ser ordenhadas sem o uso da peia (instrumento para contenção das patas traseiras do animal).

Segundo o Dr. José Henrique Bruschi, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, no curso Guzerá Leiteiro – Como se Tornar um Criador, coordenado por ele e produzido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “outra importante característica, para qualquer raça bovina, é a fertilidade. As vacas Guzerá são férteis, e, se bem manejadas, podem produzir um bezerro a cada 13 meses”.

Outra orientação que o professor José Henrique aborda no curso é a dupla aptidão da raça. Ela deve ser aproveitada ao máximo, e trabalhada na seleção. Um dos grandes problemas da pecuária leiteira moderna é a falta de aproveitamento do bezerro, pela dificuldade do animal para a engorda, o que não acontece com os bezerros Guzerá.

A raça Guzerá produtora de Leite.

A raça Guzerá é muito utilizada em cruzamentos com as raças européias para a produção de novilhos precoces e também para a obtenção de animais produtores de leite. É re-conhecida, no Brasil por entrar na maioria das raças bimestiças de sucesso, tais como Lavínia, Pitangueiras, Riopardense, Cariri, Xingu, Santa Mariana, Indubrasil, Guzonel e Guzolando. No exterior, o Guzerá entrou na formação das raças Brahman e Santa Gertrudis.

 

Fontes:  Adaptado: Tropicalzebu Adm. / http://www.cpt.com.br/noticias/guzera-leiteiro-tem-caracteristicas-fisicas-que-proporcionam-maior-producao-de-leite

 

Gir Mocho Leiteiro

Origem

O gado Gir Mocho teve origem na década de 1940, principalmente em Goiás, terra do Zebu Mocho, em geral, depois, em São Paulo. Obteve-se o caráter mocho pelo uso da raça Mocha Nacional.

Em novembro de 1976, o Conselho Técnico da ABCZ aprovou por unanimidade o re-conhecimento da variedade Gir Mocho. Em 31 de janeiro de 1976, foram iniciados os trabalhos de inscrição no livro genealógico, com visita à Fazenda Tapete Verde, no município de Carmo de Rio Verde, no Estado de Goiás.

Deve-se ao gado nacional a característica mocha de nosso Zebu que não possuía essa qualidade quando veio do Sub-Continente Indo-Paquistânico. Todos os autores que estudaram e descrevem as raças da Índia são unânimes em informar a inexistência de qualquer raça ou variedade sem chifres. Lá, onde existiam 3 a 4 dezenas de raças, criadas há milênios, ao que se sabe, não ocorreram mutações responsáveis pelo caráter mocho.

A Raça Gir Mocho Leiteiro

A raça Gir Mocho tem a pelagem vermelha nas diversas tonalidades. Está sendo muito utilizada no cruzamento com as raças Holandesa preta e branca e com a Holandesa vermelho e branca.

Na modernidade, o Gir Mocho vem ganhando adeptos, pois o mercado de gado mestiço leiteiro prefere animais naturalmente sem chifres. Também existem criadores de gado de corte procurando o Gir Mocho com a finalidade de obter crias pesadas, compridas e de bom rendimento de carcaça, além do caráter mocho que a raça transmite a seus descendentes.

Fonte: http://www.racasbovinosvbo.com.br/crbst_50.html

 

Gir Leiteiro

História da Raça: Gir Leiteiro
 
O Gir é um animal de origem indiana, especificamente da península de Catiavar, com dupla aptidão: produtor de carne e de leite, ou seja, o Gir Leiteiro. Gir é uma raça só, muitos pecuaristas querem dividir a raça, mas ela e única, o animal com mais pureza e rusticidade, tanto pode nascer filhas muito leiteiras, como também pode nascer filhas com pouco leite. A genética está para servir os melhores touros para trabalhar com sanidade, leite e muitos já estão disponíveis no mercado das centrais de genética.

A raça Gir Leiteiro apresenta como coloração típica a pelagem de fundo claro com pintas avermelhadas (chitas), ou a de fundo vermelho com pintas claras, variando tons entre o amarelo e o vermelho escuro. No Brasil, no entanto, são comuns os animais com pelagem de fundo branco, sendo normal que, nesses animais, as orelhas sejam escuras (vermelhas ou azeviche), bem como a região dos joelhos, jarretes e quartelas/coroas. O crânio é ultraconvexo, tanto quanto o perfil. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para trás. Lateralmente, os olhos são alinhados com a base dos chifres, ou seja, os chifres nascem abaixo ou na linha dos olhos. A giba - cupim - é bem saliente nas fêmeas e mais avantajada nos machos. As orelhas são pendulares, iguais a uma "folha seca", formando uma dobra característica na extremidade, voltada para dentro - que recebe o nome de gavião.

Chegada ao Brasil

As primeiras importações brasileiras desta raça ocorreram 1906 e principalmente, por causa da intensificação na formação da raça Indubrasil, as compras do animal indiano se intensificaram entre 1920 e 1940. As primeiras importações tiveram como objetivo a seleção genética produtora de carne no Brasil, uma vez que o conhecimento sobre o potencial leiteiro do zebu era pouco trabalhado.

A história do gado Gir voltado à produção leiteira começa na década de 1920 nos cafezais paulistas. Nesta época estabeleceu-se um núcleo de criação na cidade de Franca, no interior paulista, que ficou conhecido pela produção leiteira e pela seleção racial.
Em outubro de 1980, foi fundada a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), preocupada em avaliar não só  os parâmetros raciais como os de produção dos criadores. Cinco anos depois, é criado o Programa Nacional de Melhoramento do Gir  Leiteiro, da Embrapa Gado de Leite, em parceira com a ABCGIL.
Atualmente, este animal é considerado uma excelente opção para o setor, trazendo vários benefícios, como a produção de diversos produtos: leite, sêmen, embriões, tourinhos,  matrizes.

Características

Com certeza a adaptabilidade é um ponto forte dos zebus indianos trazidos ao Brasil. Além disso, a rusticidade é um benefício para quem quer se dedicar ao setor. Segundo informações da ABCGIL, este animal tem boa capacidade leiteira, com produção de 3,233 mil quilos por lactação, ou seja, 12 quilos de leite ao dia. Tem uma boa longevidade e pode conceder dez crias em atividade leiteira. Além disso, a vaca Gir pode dar cria a animais machos para recria e engorda. Por ser um animal rústico é bastante resistente aos ectoparasitos, principalmente o carrapato, a raça gir também adapta ao nosso clima tropical.

O Gir Leiteiro é uma raça que apresenta boa capacidade de produção leiteira, além de sua destacada rusticidade. Isto acontece porque os animais estão bem adaptados ao clima nacional e ao sistema de produção empregado na maior parte das propriedades do país - pastagens. A raça alcança uma média de produção leiteira em torno dos 3.233 kg, sob o regime de duas ordenhas (controle leiteiro oficial). A duração de lactação é de cerca de 307 dias e os animais produzem, em média, 12 kg de leite por dia. A idade ao primeiro parto está em torno de 40 meses, quando o regime empregado é o extensivo, ou seja, pastagem sem maiores cuidados no manejo.

 

Adaptação: Tropicalzebu Adm. Fontes principais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gir_Leiteiro  e http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/historia-da-raca-gir-leiteiro-56600#y=0

 

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